Quer entender melhor como o uso de Big Data nas eleições pode potencializar os efeitos de uma campanha? Então você veio ao lugar certo! O uso de dados em campanhas eleitorais não é nenhuma novidade, mas nunca, em toda a história, eles foram aplicados com tanta precisão e trouxeram resultados tão significativos quanto desde o advento do Big Data.

Não é difícil entender o porquê. Hoje, mostraremos como esse recurso funciona, elencaremos algumas de suas vantagens e exibiremos cases de sucesso que provam que o uso de Big Data nas eleições pode fazer toda a diferença. Vamos lá?

O que é Big Data?

Falar do uso de Big Data nas eleições exige que, primeiro, estabeleçamos uma definição para o termo. É que Big Data, muitas vezes, é confundido com tecnologias relativamente próximas em teoria, mas com efeitos distintos na prática. Estamos falando, por exemplo, do Business Analytics e do Business Intelligence.

Big Data, em si, é um termo vago. Descreve, grosso modo, o grande número de dados estruturados e não estruturados que impactam um negócio ou campanha. Embora a quantidade de informação reunida pelos sistemas de Big Data seja relevante, o que se faz com esses dados é ainda mais.

Com Big Data, abre-se a possibilidade de se analisar conjuntos de informações simultaneamente a fim de se obter insights. Chamamos de insights os dados acionáveis, que guiam a tomada de decisões. Na política, como nos negócios, são eles que orientam a resposta de um candidato (ou executivo) às mudanças de cenário ao seu redor.

Mas esse não é o único uso do Big Data nas eleições. É que, além de gerar insights, essa tecnologia é um excelente modo de compreender melhor o que conhecemos como perfis demográficos. Afinal, dentro de uma campanha, entender quais são as preocupações de um eleitor e suas prioridades é tão importante quanto conhecer o público-alvo de um produto ou serviço.

Você pode nunca ter ouvido falar do Big Data. O motivo é que o termo, em si, é relativamente novo, embora a atividade de coletar e armazenar dados para analisá-los não seja. O conceito do Big Data gira em torno de três Vs: volume, velocidade e variedade.

Volume entendemos como o número de informações que pode ser armazenado e processado por um sistema. Ele é um ponto importante do Big Data porque, até recentemente, era difícil lidar com grandes quantidades de dados devido às limitações (e ao preço alto) de se contratar tais tecnologias.

Velocidade, naturalmente, é uma consequência da evolução dos sistemas de gerenciamento de dados. Diz respeito a como conseguimos processar e armazenar esses pedaços de informação com agilidade e, na maioria dos casos, em tempo real, graças ao desenvolvimento de soluções exclusivas para isso.

Variedade, por sua vez, compreende a dimensão dos dados armazenados pelo Big Data. Eles têm formatos, origens e tamanhos diferenciados e, quanto mais variados, mais úteis para uma análise acertada.

Em alguns cenários, são consideradas também duas dimensões extras no trato com o Big Data. A variabilidade, que é a tendência de os dados não serem criados ou processados com a mesma frequência em todos os meios, e a complexidade, que define o nível de dificuldade em se estabelecer uma relação entre eles.

Como o Big Data pode ser utilizado estrategicamente?

Estrategicamente, o Big Data tem um número de aplicações. Particularmente, no contexto das campanhas eleitorais, ele é usado para permitir que candidatos e suas equipes entreguem mensagens personalizadas para o eleitorado.

Pense, por exemplo, na criação de anúncios tão precisos que falam com seu público como se apenas as suas preocupações estivessem no centro da campanha. Isso ajuda a ampliar o engajamento e também a criar táticas específicas que fazem com que seja mais simples conquistar o voto de um grupo demográfico em particular.

Em eleições gerais, como a para o cargo de Presidente, o Big Data permite que candidatos detectem exatamente quais são os seus pontos fracos e mudem sua maneira de interagir com o eleitor, de forma a atingir cada vez mais pessoas, rumo à vitória.

Quais as vantagens do uso de Big Data nas eleições?

O uso de Big Data nas eleições é extremamente vantajoso do ponto de vista de quem trabalha nas campanhas. Marqueteiros e outros profissionais cuja responsabilidade é analisar e verificar a eficácia da mensagem que um candidato envia ao eleitorado podem usar o Big Data para mudar a forma como abordam assuntos.

Digamos que um dos grandes temas da sua campanha seja a Segurança Pública. É importante usar o máximo de informações possíveis para entender exatamente onde está a raiz do problema e que tipo de propostas reverberam melhor com seu público-alvo.

Para isso, podem ser utilizados bancos de dados públicos que mostram onde crimes estão mais propensos a acontecer e é possível direcionar suas ações, comícios e discurso para falar especificamente com a população daquelas regiões, assegurando-as de que uma atitude será tomada.

A principal vantagem do Big Data, nesse sentido, é a precisão. Em tempos de fact-checking e de uma politização intensificada por parte da população, raros são os casos de uma fala que passa sem escrutínio. Quando candidatos conseguem acertar não apenas no tom, mas no conteúdo da mensagem, suas chances de sucesso aumentam.

Como outras campanhas já se beneficiaram do recurso?

A campanha de 2012 para a reeleição de Barack Obama foi o primeiro grande exemplo do uso do Big Data nesse cenário. Desde então, o recurso se tornou essencial para que cientistas políticos e marqueteiros compreendessem melhor as estratégias que podem trazer votos para os seus candidatos. O Big Data passou a fazer parte do dia a dia das campanhas.

Trump, inspirado pelo seu predecessor, investiu muito na técnica, buscando, acima de tudo, aparições midiáticas espontâneas que pudessem impulsionar a sua mensagem. Para fazer isso, o candidato contratou empresas de análise de dados e usou suas informações para definir perfis, comportamentos e padrões e moldar a sua mensagem política.

Dória, recentemente eleito para a prefeitura de São Paulo, fez o mesmo. Trabalhando com agências especializadas na mineração de dados, o político não toma decisões sem, posteriormente, analisar seu impacto nas redes sociais. Assim, sua equipe percebeu que seria mais fácil analisar repercussões e entender o que precisa ser mudado na imagem pública de João para mantê-la irretocável.

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