Com a proximidade das eleições, diversos políticos estão criando ou retomando seus perfis nas principais mídias sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. Mas será que essa atuação é feita de forma correta e planejada?

Fuja dos santinhos virtuais

O que tenho observado nos últimos anos, é que a maioria dos políticos brasileiros não sabe atuar de forma efetiva nesse meio. Suas postagens se resumem a “santinhos virtuais”, ou seja, imagens com seus nomes e números estampados. Este tipo de estratégia costuma agredir o público, gerando um engajamento negativo (unlikes, unfollows, ocultação da publicação pelo usuário etc.). Consequentemente, apenas assessores, cabos eleitorais ou web militantes voluntários (votos certos) acabam sendo impactados positivamente.

Fique atento ao relacionamento

E qual é a melhor forma de um político atuar nas mídias sociais? Uma palavra resume a resposta para esta pergunta: relacionamento. Diferentemente da mídia off-line (como TV e rádio), as mídias sociais colocam o político em contato direto com o eleitor. Essa é a hora de gerar debates com o público sobre temas pertinentes ao plano de governo do candidato. Exponha ideias e opiniões, faça perguntas, deixe o público saber que você quer ouvi-lo e que considerará suas ideias no próximo mandato. A humanização de um candidato é feita com essa estratégia.

Gestão de crises

Outro ponto muito importante na gestão de mídias sociais de um político é a gestão de crises. Qual é a melhor forma de responder aquelas críticas e ataques? Antes de mais nada, vale lembrar que cada vírgula postada pode gerar falhas irremediáveis de comunicação, ou seja, a equipe de mídias sociais deve estar preparada para diversos cenários. Durante a etapa de planejamento, deve-se identificar os tipos de usuário para, assim, definir processos e formas específicas de se comportar em cada caso.

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