A campanha eleitoral começou, oficialmente, no dia 6 de julho. Mas, infelizmente, a maioria dos candidatos ainda não está no que eu chamo de “ritmo de campanha”. Grande parte ainda está na fase do planejamento. Em diversos casos, esse atraso é devido ao clima de “já ganhou” ou, ainda pior, à preocupação do político em negociar cargos pós-eleição. Assim, aquele favoritismo previsto nas pesquisas pode acabar virando algo negativo.

Veja alguns erros no planejamento de uma campanha eleitoral:

1) Correr contra o tempo

É claro que este é o maior erro que um político pode cometer. Deixar tudo para julho – quando não agosto – não apenas deixará sua equipe atordoada, mas também provocará uma série de decisões apressadas que vão, sem dúvida nenhuma, gerar problemas, desgaste e custos maiores. A ansiedade de fazer tudo correndo pode derrubar até o candidato “barbada” e fazer com que um desconhecido que se preparou com antecedência provoque uma “surpresa”. O atraso faz com que decisões sejam tomadas na base da emoção, provocando equívocos.

2) Fazer campanha somente durante os 3 meses da eleição

Não, não estamos dizendo para o candidato fazer campanha fora do período legal determinado pela Justiça Eleitoral. Porém, é incrível como vemos políticos que não começam a se preparar com antecedência. Este comportamento tem dois efeitos:

Fazer o eleitor ter a impressão que o político só aparece no período eleitoral e depois não quer nem saber.
Tornar a campanha mais cara como um todo.

Se o político durante o mandato (apesar de não ser necessário ter mandato para atuar politicamente) fizer um trabalho de marketing digital, no período das eleições ele já estará pronto pra falar diretamente com seu eleitor, já terá um banco de dados de eleitores em potencial, já terá seguidores fiéis nas redes sociais e gastará menos com agências de marketing e pesquisas de opinião.

3) Excesso de centralização

Este erro é mais comum em campanhas grandes (Deputado Estadual, Federal, Senador e cargos executivos). É fundamental, hoje em dia, que os coordenadores sejam capazes de delegar funções para seus especialistas. Deve-se pensar que cada ação é pensada em torno de uma estratégia macro, pré-estabelecida no começo da campanha.

4) Amadorismo na campanha

É fundamental contratar prestadores de serviços especializados e procurar ao máximo profissionalizar a campanha. Não deixe que gostos ou motivações pessoais atrapalhem sua trajetória. Durante a campanha, serão muitos os assessores que lhe dirão ao pé do ouvido que o caminho deveria ser este ou aquele, muitas vezes por não compreender a importância de algumas ações diante da estratégia macro da campanha. Busque a profissionalização e mantenha-se firme nesta decisão.

5) Não ter foco

É muito comum que o candidato inicie a campanha completamente perdido, sem ter uma plataforma definida. Como a maioria também não tem uma base de eleitores com os quais se comunica regularmente, é muito difícil traçar um rumo para a campanha. Nessas horas é preciso ter cuidado para fugir do “achismo”, é preciso trabalhar em cima de dados concretos.

Mesmo em um trabalho com mídias sociais, por exemplo, é preciso ter foco. Adianta muito pouco ter uma fan page no Facebook com posts que comentam o dia-a-dia do político ou que apenas divulguem seu número. É preciso focar em assuntos pertinentes ao eleitor, pautados em pesquisas de opinião realizadas na região de atuação do candidato.

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Planejamento de campanha eleitoral