Durante uma pesquisa eleitoral, analisa-se o perfil do eleitorado, com o objetivo de oferecer dados sobre suas demandas, preferências, aspirações e atitudes. Temos disponíveis as pesquisas qualitativa e quantitativa, que são muito importantes para traçar estratégias de campanhas e ajudam também na tomada de decisões políticas.

Durante as eleições, as pesquisas mais comentadas são as pesquisas quantitativas, pois são aquelas que demonstram os indicadores de quem está na frente na corrida pelos cargos públicos e quais são os melhores candidatos, por exemplo. Porém, pouco se fala na importância da realização das pesquisas qualitativas para montagem de estratégias de marketing durante o período que antecede o pleito.

Pensando nisso, debateremos as funcionalidades e diferenças entre a pesquisa qualitativa e quantitativa na estratégia de relacionamento do candidato com seu público-alvo. Acompanhe!

O que é pesquisa qualitativa?

Criada pelas ciências sociais, essa forma de pesquisa tem como objetivo aferir de maneira mais subjetiva as tendências de voto do eleitorado. Para isso, considera dados não mensuráveis como sentimentos, sensações, percepções, pensamentos, intenções, comportamentos passados, entendimento de razões, significados e motivações.

As pesquisas qualitativas geralmente são feitas a partir de questionários semiestruturados e da criação de grupos focais ou de discussão. Além disso, esse tipo de pesquisa permite que o político se aproxime do seu público-alvo, já que ele passa a conhecer as tendências e os significados do pensamento do seu eleitorado.

O que é pesquisa quantitativa?

A pesquisa quantitativa é uma ferramenta de pesquisa social que aplica técnicas estatísticas. Geralmente, envolve a construção de perguntas por questionário e envolve muitas pessoas. Os profissionais de marketing utilizam a informação então conseguida, a fim de desenhar estratégias e planos de marketing para a campanha.

Nas pesquisas quantitativas, os resultados conquistados são indicadores numéricos, o que permite melhores análises estatísticas. Esses resultados retratam a realidade do meio em questão e são apresentados por meio de números absolutos, taxas ou proporções.

O principal motivo para se coordenar uma pesquisa quantitativa é encontrar quantas pessoas de uma dada população dividem uma característica ou um grupo de características.

Quais são as diferenças entre pesquisa qualitativa e quantitativa?

A diferença entre pesquisa qualitativa e quantitativa é que a primeira descreve uma hipótese, com 50% de chance de ser verdadeira, e revela razões ou sentimentos de uma sociedade. Os outros 50% de possibilidade não retratam a realidade. Em outras palavras, qualquer conclusão ou hipótese nesse tipo de pesquisa pode ser tanto real quanto falsa.

Já no caso das pesquisas quantitativas, elas utilizam amostras maiores e que retratam proporcional e estatisticamente o meio pesquisado. Além de garantirem dados com índices de previsão de erro muito maiores, que variam conforme o tamanho das amostras disponíveis.

Como cada uma funciona no cenário eleitoral?

As pesquisas qualitativas são essenciais para proporcionar subsídios e elaborar hipóteses que talvez pudessem justificar ou indicar possíveis causas para conceitos, decisões, rejeição ou simpatia do eleitorado em relação à candidatos ou lideranças políticas.

Com esse tipo de pesquisa, procura-se apurar pontos de vista com maior profundidade por meio de Grupo de Discussão — fornecendo dados de natureza subjetiva. Ela pode ser chamada também de Pesquisa Aberta e demonstra áreas de concordância, tanto positiva quanto negativa, nos moldes de respostas.

Ela também define quais ideias criam uma grande reação emocional. Além disso, é particularmente útil em situações que englobam o aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas ideias.

Já a pesquisa quantitativa, conhecida também como pesquisa fechada, é ideal para mensurar atitudes, opiniões, preferências e comportamentos. Tudo isso requer rígidos procedimentos internos de controle, que desejam assegurar a competência no levantamento de campo e a autenticidade dos resultados.

Ela busca o levantamento das opiniões conscientes e claras expressas pelos entrevistados, permitindo a criação de tabelas e gráficos para comparar os dados obtidos. Para isso, são utilizados questionários estruturados e amostras estabelecidas estatisticamente, visto que são elas que vão descrever as tendências, opiniões e expectativas de determinado universo estudado.

As questões devem ser facilmente quantificáveis e diretas, e a amostra deve ser grande o suficiente para permitir que a análise seja confiável.

Qual a relação entre as pesquisas qualitativas e o marketing político?

Engrenar os mecanismos das teorias sociais com as ferramentas do marketing pode parecer assustador no primeiro momento, mas devemos pensar nas confluências que essas áreas de conhecimento exercem uma sobre a outra. Sendo assim, os métodos de pesquisa qualitativa devem ser levados a sério, principalmente com os surgimentos de novos processos de comunicação (Facebook, Twitter e Instagram, por exemplo).

Esses novos meios imprimem um novo ritmo na relação entre político e eleitores, já que reduz a distância entre eles. Aliar a teoria com a técnica pode ser um trabalho árduo, mas é muito útil para conseguir bons resultados nas ações estratégicas durante o mandato ou na campanha política.

Logo, temos que pensar que bons resultados surgem do empreendimento de novas ações e do investimento em equipes competentes capazes de lidar com as pesquisas qualitativas.

Por fim, podemos ver a importância da pesquisa qualitativa e quantitativa não só para uma campanha eleitoral, mas também para o cenário político como um todo. É bem perceptível que os diferenciais significativos dos candidatos que vencem as eleições está na antecipação e programação de suas campanhas — propiciados por essas pesquisas anteriores ao período eleitoral.

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